(palavras e imagens do rio da minha aldeia, que por um mero acaso, também é o melhor rio do mundo...)
sábado, 21 de fevereiro de 2026
"O Boneco"
quinta-feira, 30 de maio de 2024
Canto Décimo - 144
quarta-feira, 29 de maio de 2024
Canto Décimo - 10
terça-feira, 30 de abril de 2024
"Peregrinação"
domingo, 28 de abril de 2024
"O Ribatejo"
As margens dos rios constituem a Leziria inundada pelas cheias, em cujos nateiros se semeia trigo, se plantam legumes e se desenvolvem prados naturais aproveitados na criação, em larga escala, de touros e cavalos. As touradas portuguesas nasceram aqui e o campino, sempre a cavalo, munido de longa vara com que sujeita os bois à manada. é um tipo humano inseparável desta paisagem rara,»
[Orlando Ribeiro, in "Terra Nossa"]
(Fotografia de Luís Eme - Vila Franca de Xira)
quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024
"Fragatas"
Nota: Porque hoje é dia de homenagear este Amigo, recordo aqui um dos seus poemas com Tejo, barcas e gaivotas...
terça-feira, 28 de fevereiro de 2023
"A Avenida da Margem Sul e os Transportes do Tejo" (três)
[...] «O Tejo contém em si toda a história da nacionalidade, desde a tomada de Lisboa aos mouros, até às descobertas; desde a nossa epopeia de conquistas pelo mundo além, até ao momento colonizador e até ao momento internacional presente.
O Tejo tem sido e será sempre a lombada do livro onde Camões escreveu o título da sua obra. Lombada, dum livro, digamos, cujas páginas se tem aberto só para um dos lados; lombado dum livro que os lisboetas não tem querido ler, reler, decorar, estimar e admirar largamente como merece, abrindo as suas folhas para um e outro lado, para uma e outra margem do rio.
Fugir do Tejo é fugir à contemplação, ao reviver de toda a história de Portugal, é fugir ao seu passado e ao seu presente; é tentar o retardamento do seu futuro.» [...]
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023
"A Avenida da Margem Sul e os Transportes no Tejo" (dois)
Continuamos com a conferência de Agro Ferreira, de 1933...
[...] «Vemos frequentemente discutidos o porto de Lisboa, os cais, a margem citadina pejada de depósitos de toda a natureza, oferecendo por vezes o espectáculo de estendal de sucatas.
O Porto de Lisboa... Meio porto, afinal lhe chamo eu, pois só se tem contado com a margem norte do Tejo, esquecendo que existe a margem sul, e que, enquanto a entrada do Tejo oferecer estes espectáculo de abandono, o porto de Lisboa dará sempre a impressão de pequenez miserável, resultante do desaproveitamento do natural conjunto das suas margens.» [...]
Nota: Infelizmente tivemos de esperar pelo século XXI para que as margens do rio fossem aproveitadas e devolvidas aos lisboetas e visitantes...
(Fotografia de Luís Eme - Porto Brandão)
sábado, 25 de fevereiro de 2023
"A Avenida da Margem Sul e os Transportes no Tejo" (um)
Vamos transcrever as partes mais importantes da sua conferência "A Avenida da Margem Sul do Tejo e os Transportes do Tejo", proferida em Almada, em Março de 1933, graças ao Boletim "Almada na História" (19-20), por aqui:
«Antes de enfrentar o mar e para chegar naturalmente até ele, Lisboa deveria ter acompanhado o Tejo.
Tudo indicava que assim deveria ter sido; tudo indica que assim deverá, ainda, ser para o futuro.
O Tejo das descobertas, o Tejo porto de mar, o Tejo cais da Europa, o Tejo porto de pesca, o soberbo Tejo panorâmico, rodeado do lado Norte de suaves encostas, até Cascais, indicava na verdade, historicamente, artisticamente, e até higienicamente, a orientação da urbanização citadina.
E assim se teria atingido o mar com as novas avenidas, que lançadas para o interior, ficariam confinadas, sem as prespectivas, que pelas meias encostas, no sentido longitudinal, lhes eram oferecidas, pelo estuário soberbo, ou, já mais adiante, pela baía majestosa, pelo mar, em fim.» [...]
(Fotografia der Luís Eme - Olho de Boi)
quarta-feira, 18 de janeiro de 2023
"Almada Terra Coragem"
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
"A Enseada Azul do Tejo"
«Para lá deste tumulto de formas e cores,
rasga-se em frente a enseada azul do Tejo, tão ampla e tamisada de tons que
logo funde tudo e mais em seu esplendor e vastidão.
A vista corre, lés a lés deste vasto cenário, desde a barra e o mar até às vastas lezírias do Ribatejo, que já mal se lobrigam ao nascente. Entre a barra e o pontal de Cacilhas, apertado a sul pelas colinas baixas da Trafaria, Lazareto e Almada, estende-se o canal do rio, dum azul intenso e concentrado. Logo, e de chofre, o Tejo abre a enseada imensa, que mais diríamos um lago, tão remansoso e fechado nos fica a toda a volta. Para lá do pontal, mais abrigada, a enseada do Alfeite espelha as águas límpidas e quietas dum azul leitoso.»
[Jaime
Cortesão, “O Jornal”, 22 Ago 86]
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
"As Portas de Rodão"
«Durante milhões de anos, o Tejo
foi “a mão construtora desta paisagem”, definia momentos antes
Filipa Almeida, arquitecta paisagista e apicultora, uma das nossas principais
cicerones nesta viagem pelas terras da Beira Baixa. A cordilheira onde nos
situamos foi formada há cerca de 600 milhões de anos, rompendo o horizonte numa
crista quartzítica crispada. Durante anos e anos, as águas do Tejo foram
pacientemente escavando a base da serra das Talhadas, feita de xisto, uma pedra
menos dura que o quartzo, no topo. A erosão provocada pela acção do rio
acabaria por rasgar uma cascata e, mais tarde, abrir uma passagem que se foi,
entretanto, alargando: as Portas de Ródão, classificadas como monumento natural
desde 2009.»
[Mara Gonçalves, "Fugas (Público)", 15 Nov 19]
(Fotografia de Luís Eme - Vila Velha de Rodão)
quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
As "Lavadeiras" do professor Américo e do Tejo...
Provavelmente chamam-lhe a "praia dos restaurantes"... Mal eles sonham que bastava abrir uma pequena cova, na maré-baixa, para que daquela areia pouco límpida, brotasse água doce. Água que era aproveitada pelas mulheres de Almada e Cacilhas, para lavarem a sua roupa branca, que depois ficava ali a "corar", ao sol...
Atrás da história e da amizade, deixo-vos o poema, "Lavadeiras", de Américo Morgado, professor e amigo desta nossa margem, com saudades dos nossos cafés, sempre acompanhados por palavras simples e sábias...
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
terça-feira, 26 de novembro de 2019
“Isto é Constantinopla. Não há nada mais parecido”
segunda-feira, 12 de agosto de 2019
Havia em Lisboa uma Sereia...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
