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quarta-feira, 26 de março de 2025

Influente

 


Influente

O maior afluente do Tejo
é este mar de povo
que da rua do Ouro
todos os dias se faz
à Outra Banda.

José Correia Tavares


(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quinta-feira, 29 de setembro de 2022

(Já não é impossível...)


«Sendo impossível lançar sobre as águas uma ponte, em razão da extrema largura do Tejo, encarregam-se da travessia os vapores do sr. Burnay, que, em poucos minutos, nos depõem na Outra Banda.»


[Alberto Pimentel, in "Fotografias de Lisboa]


(Fotografia de Luís Eme - Tejo)


domingo, 25 de outubro de 2020

O Primeiro Olhar...


A primeira vez que olhei o Tejo, era tão pequeno que tenho a sensação que nem sequer conhecia o medo. Foi tudo quase natural, rente ao Cais das Colunas.

Foi também a primeira vez que atravessei o rio para a Outra Banda (para visitarmos o Cristo-Rei...). Tenho uma ligeira lembrança das janelas e dos bancos de madeira, envernizados,  e também da "estrada" que a proa do cacilheiro deixava no Rio.

Atravessar o rio ao colo do meu pai, com os olhos presos à janela, deve ter ajudado a sentir-me seguro. Não me lembro, mas devo ter-me cruzado com uma ou outra fragata, com as velas ao vento, mais para o meio do rio, como era normal nesses já longínquos anos sessenta...

[Luís Alves Milheiro]


(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


segunda-feira, 5 de agosto de 2019

A Arealva


Claro que a Arealva dos nossos dias é um conjunto de ruínas, mas já foi outra coisa, bonita e agradável...


A Arealva
  
A quinta é um sossego.
Às vezes penso que a quinta é o paraíso.

Sei que o Inverno é horrível,
que o Sol mal passa por ali
e o Tejo enche tudo de humidade.

Mas depois chega a Primavera
e esquecemos tudo.
Assim que abrimos a janela
olhamos o Rio e descobrimos logo
uma bonita aguarela.

E então quando chega o Verão
temos praia e temos campo.

É por isso que a Arealva
é um encanto…


[Luís Alves Milheiro - "Ginjal 1940, poemas"]



(Fotografia de Luís Eme - Arealva)