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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

"Carlos Botelho é o pintor de Lisboa"


«[...] Carlos Botelho é o pintor de Lisboa. Não o único, bem entendido, embora seja  porventura o mais fascinado, e é por isso também que existem muitas Lisboas. Esta de Carlos Botelho, quase sempre plácida e luminosa, quase sempre castiça e extasiada, um presépio róseo em que o objecto de adoração é o rio - um rio-veleiro, um rio-viagem, um rio-pasmo. [...]»

[Fernando Namora, in "Jornal sem Data"]


(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quinta-feira, 16 de outubro de 2025

"O espelhado e tranquilo estuário do Tejo"


«Fiel ao sentimento de saudade ficou a obra de Francisco Smith, mas para sempre impregnada da fina luminosidade e do colorido natural da sua cidade - desta Lisboa, que se mira no espelhado e tranquilo estuário do Tejo, sob o céu azul do céu puríssimo, perfumada, fresca do hálito marinho.»

[Manuel Mendes, in "Colóquio Artes e Letras", Maio de 1962]


(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

O "Fado Maluda"...


Hoje recordo o "Fado Maluda", escrito pela poetisa, Rosa Lobato Faria, cantado por Carlos Zel, com Lisboa e o Tejo...

Fado Maluda

Nasceu guardiã dos sonhos
tem a magia nos olhos
traz os segredos na mão.
Torna Lisboa mais bela.
Quando pinta uma janela
Logo se abre o coração.

São quiosques, são telhados
e há pardais alucinados
embriagados de Tejo
e uma cegonha perdida
confusa, pediu guarida
numa tela de além-Tejo.

Tonalidades secretas
azuis da Prússia, violetas
ardências de chão queimado
e onde a noite principia
p'ra não morrer a magia
poisa os pincéis, canta o fado.


(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)