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sexta-feira, 19 de maio de 2023

"A Ilusão do Mar da Palha"



"A Ilusão do Mar da Palha"

Não sei porque lhe chamam Mar da Palha.
Também não me importa muito saber.
Sei que é mesmo um Mar, e que me já deixou perdida.
Sim, antes de conhecer bem as duas margens do Tejo, não sabia lá muito bem para que lado ficava o Mar.
Podia ficar na direcção de Belém, mas também podia ficar depois de Alcochete.
Gosto desta "ilusão" que nos é oferecida pelo Mar da Palha, que também deve baralhar muitos turistas, que gostam de perder o Norte e o Sul das coisas, como eu...

(Texto da Bela)


(Fotografia de Luís Eme - Almada)


terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

O teu Olhar Brilha quando Olhas o Tejo...


«O teu olhar brilha e ganha vida quando olhas o Tejo.

Sentes-te feliz por sentires que ele vive uma "segunda vida", que já passou o tempo em que quase se limitava a ver passar os cacilheiros. Agora está sempre cheio de barcas, de múltiplos tamanhos e modelos, que levam os turistas até à foz... e depois voltam.

Até o Mar da Palha está diferente (o teu avô contou-te a história do seu nome, que ele começou a ser chamado desta forma pelos pescadores que chocavam com paus, palhas e juncos, por ali ficavam a flutuar, arrancados pelas correntes e pelas marés vivas, das margens das lezírias). Está mais vivo, mais azul...»


(texto meu, com a tentação de ser a legenda da fotografia...)

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


domingo, 17 de fevereiro de 2019

Uma Escritora, uma Rua e o Tejo...


Embora a transcrição que vou publicar não esteja directamente ligada com a imagem (algo que acontecerá algumas vezes por aqui, com alguma naturalidade...), pois a Rua Irene Lisboa (a minha rua desta Margem do Tejo), em Cacilhas, não é um lugar "tristissimo", e tem lá em baixo a Lisnave e o Mar da Palha, e não a parte mais estreita do Rio...
Neste caso particular achei por bem fazer a ligação da rua à escritora e ao Tejo, esquecendo as geografias do "melhor rio do mundo" escolhidas pela escritora no seu livro...

«Aquele sítio onde tinha ido arranjar casa era tristíssimo, muito arredio e pobre, com terras de entulho à frente. Velho arrabalde da cidade! O Tejo lá em baixo, na sua parte mais estreita, oferecia-lhe de longe uma miragem fantástica, admirável e desesperadora.»
                                                                                                     
 [Irene Lisboa, in "Esta Cidade!"]

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)