«[...] Quando
chegou a casa eram quase sete horas. Tinha-se demorado um bom bocado no
Terreiro do Paço, sentado num banco, a olhar os cacilheiros que iam para a
outra margem do Tejo. Estava um belo fim de tarde, e Pereira quis ficar a
gozá-lo. Acendeu um charuto e aspirou o fumo avidamente. Estava sentado num
banco em frente ao rio e junto dele veio sentar-se um mendigo com um acordeão
que começou a tocar velhas canções de Coimbra. [...]»
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
