[Susana Fortes, in "Querido Corto Maltese"]
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
(palavras e imagens do rio da minha aldeia, que por um mero acaso, também é o melhor rio do mundo...)
[Susana Fortes, in "Querido Corto Maltese"]
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
«Aquela ninharia de ouvir chamar "Tejo" a um cão que ladrava em norueguês. lisonjeou-me.»
[Eduardo Guerra Carneiro, “Sete”, 20 Jun 79]
[Vergílio Ferreira, in "Em Nome da Terra"]
(Fotografia de Luís Eme - Almada)
A palavra «Tágide» vem de um tempo antigo (pastoras, flautas, canções, águas sossegadas) sem esquecer que os bons dicionários a referem como «Ninfa do Tejo».
Hoje ainda há «Tágides» na febre da cidade, na pressa para coisa nenhuma, no ruído que esconde as palavras.
Afinal, esse tempo antigo permanece na força de um olhar que separa a terra da água.
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
Parece que afinal não é.
Mudando de assunto, felizmente tenho alguns amigos que amam e escreveram sobre o Tejo, como é o caso do poeta Alberto Afonso, autor deste bonito poema:
(Foto de Luís Eme - Ginjal)
Não tenho destino. Tanto posso ficar no Porto Brandão como na Trafaria.
No meio do rio olho ambas as margens, com entusiasmo. À medida que vou chegando ao Porto Brandão, vou descobrindo alguns encantos e também algumas indústrias com torres fumarentas.
À última hora, desisto de desembarcar. Prefiro passar ao largo da "Torre Velha" e do "Asilo", que vão ser hotel de cinco estrelas. Ainda continuam deslumbrantes, lá no alto.
E sim, prefiro que sejam um hotel com estrelas, que ruínas, cada vez mais decadentes e perigosas.
Continuará a ser um lugar vistoso, que quase abraça o Tejo, lá do cimo da quase montanha...
[Ester Núncio]
(Fotografia Luís Eme - Porto Brandão)