Mostrar mensagens com a etiqueta josé gomes ferreira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta josé gomes ferreira. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 10 de junho de 2025

"Aquela ninharia de ouvir chamar 'Tejo' "...



«Aquela ninharia de ouvir chamar "Tejo" a um cão que ladrava em norueguês. lisonjeou-me.»

[José Gomes Ferreira, in "Tempo Escandinavo]



(Fotografia de Luis Eme - Trafaria)

quinta-feira, 17 de abril de 2025

(Viva esta espontaneidade tão boa!)



(Viva esta espontaneidade tão boa!)

Sei lá se há estrelas!
Daqui nas as vejo.
Qualquer dia hei-de ir vê-las
no rio Tejo:

Não no céu tão longe e incerto
onde a custo as descobrimos,
mas a brilharem mais perto
nas águas de treva e limos

Só assim desse modo
consigo entendê-las
Caídas no lodo
é que são estrelas.

José Gomes Ferreira

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

sábado, 30 de março de 2024

"Felizmente..."


Felizmente as palavras às vezes também diminuem,
o mar, por exemplo,
para caberem nele os náufragos e os rios.

Sobretudo o Tejo
do tamanho dos corpos das crianças
com a água dentro das sacolas
a aprenderem para sereias
com cantigas e rondas
no giroflé das areias.

Eram levadas em rebanhos
de chapeladas redondas
para a fraternidade dos comícios dos banhos.

Enquanto as mães de xaile,
felizes de sol salgado
assistiam ao baile
dos filhos com as ninfas ainda sem seios de ondas.


[José Gomes Ferreira, in "Poesia VI"]


(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


                                          sexta-feira, 1 de março de 2019

                                          «É a esta cidade, que eu volto sempre...»


                                          «[...] Em resumo, cresci e espalhei os passos pelas ruas dos bairros próximos que acabei por conhecer a palmos: a Graça, a Senhora do Monte, a Penha de França, as redondezas do Liceu Gil Vicente, a Feira da Ladra, a Alfama, o Cais, o Tejo, os miradouros, "os jardins da Celeste, giroflé-giroflé", as "terras" onde os púrrias se batiam à pedrada com denoto fascista. [...]»

                                          «[...] É a esta cidade que eu volto sempre, quando quero encher os olhos de Lisboa. [...]»

                                          [José Gomes Ferreira, in "Gaveta de Nuvens"]

                                          (Fotografia de Luís Eme - Lisboa)