[Vitor Balenciano, in “Ípsilon”, 14 Jan 21]
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
(palavras e imagens do rio da minha aldeia, que por um mero acaso, também é o melhor rio do mundo...)
[Vitor Balenciano, in “Ípsilon”, 14 Jan 21]
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
[Luís Alves Milheiro, in "Largo da Memoria”, 16 Dec 11]
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
[José Rodrigues dos Santos, in "Um Milionário em Lisboa"]
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
Voltava a sentir um desejo avassalador de percorrer as ruas de Lisboa e olhar ninfas que prometiam coisas que nunca cumpriam. Parar em esplanadas carregadas de inúteis que apenas sabiam contar anedotas com barbas e conversar sobre o tempo. Queria embarcar num cacilheiro e navegar no rio grande que transformava a capital numa ilha.»
[Luís Alves Milheiro, in "Bilhete para a Violência"]
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
Era frequente, roazes e golfinhos subirem o Tejo junto à margem sul à caça de chocos e lulas que na época própria entravam no estuário à procura dos sapais do Seixal, Moita e Montijo para desovarem. Eram dias de festa para os cetáceos e pescadores de Cacilhas.» [...]
[Diamantino Lourenço, in "Cacilhas, ponto de partidas, local de passagem"]
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
[Alberto Pimentel, in "Fotografias de Lisboa]
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
(Não, não é, é apenas o Tejo...)
«Mas tem ondas!»
(Um dia vais perceber que o vento faz grandes ondas...)
«E é tão largo. Os rios não são assim, como os mares...»
(E a criança continuou, por ali, no interior do cacilheiro cheio de perguntas e de dúvidas, ao mesmo tempo que várias pessoas tentavam levar o Tejo para casa, dentro do seu telemóvel, nas janelas do Cacilheiro)
(Fotografia de Luís Eme - Cacilheiro)
Foi também a primeira vez que atravessei o rio para a Outra Banda (para visitarmos o Cristo-Rei...). Tenho uma ligeira lembrança das janelas e dos bancos de madeira, envernizados, e também da "estrada" que a proa do cacilheiro deixava no Rio.
Atravessar o rio ao colo do meu pai, com os olhos presos à janela, deve ter ajudado a sentir-me seguro. Não me lembro, mas devo ter-me cruzado com uma ou outra fragata, com as velas ao vento, mais para o meio do rio, como era normal nesses já longínquos anos sessenta...
[Luís Alves Milheiro]
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)