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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

"Amo-te Lisboa Virada ao Tejo"


Amores de e por Lisboa... de Rogério Martins Simões:


Amo-te Lisboa Virada ao Tejo

  
Dizem que um dia alguém cantou…
Que por amores Lisboa se perdeu!
Por amores se perde quem lá voltou.
De amores se perde quem lá nasceu.

Dizem que um dia alguém contou.
Que uma moira cativa no Tejo desceu.
Por amores, Lisboa, a moura libertou,
De amores, por Lisboa, a moira morreu.

Juntaram-se os telhados enfeitiçados,
Apertadinhos os dois e entrelaçados,
Num fado castiço, numa rua de Alfama.

E o Tejo, que é velho, beija a Cidade:
Morre-se de amor em qualquer idade,
Perde-se por Lisboa, quem muito ama!



(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Rio à Beira da Ribeira de Lisboa...


Porque hoje é um dia diferente, faço uma homenagem dentro de outra homenagem, ao Mestre Lagoa Henriques...


[…]
a alfama onde moram
as tuas varinas
peixeiras
como tu dizes
são elas próprias
feitas de bairro
alicerce movente
arquitectura sem paredes
portas e janelas de ternura.

[...]
de gestos-de gestos
os gestos da tua pintura
os gritos modulados do
teu desenho no céu claro
fortemente iluminado
da beira-rio

da beira-tejo
do rio à beira
da ribeira de lisboa.
[…]

[Poema de Lagoa Henriques de homenagem a Luis Dourdil]



(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)