«Há uma história de infância que conto num
dos meus livros. Eu brincava numa rua íngreme por trás da minha casa. Um dia
subi-a, desci e fiz uma coisa que nunca tinha feito, que é olhar para o
horizonte. E vi que estava lá o rio Tejo. Foi uma experiência muito forte, a de
sentir que aquilo estava lá antes de o ter visto. Onde eu estava a começar,
estava a continuar. Nós só começamos depois de continuar.»
[Maria
Filomena Molder, “E (exp)”, 06 Jul 16]
(Fotografia de Luís Eme - Lisb0a)