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terça-feira, 21 de março de 2023

A "Visita Guiada" do Romeu...

 

Visita Guiada
  
a visita começou em Cacilhas
a bonita terra dos “orelhudos”
e de tantas outras maravilhas
que não davam espaço a sisudos
 
com a tua arte de contador de histórias
falaste do Arrobas, do Elias Garcia
e de tanta gente de felizes memórias
utilizando alguns pós de fantasia
 
depois vieram os lugares mágicos
que não trouxeram apenas encanto

focaste os acontecimentos trágicos
salvos por um ou outro “santo”
 
quando abriste a porta dos restaurantes
sentimos o aroma das belas caldeiradas
convocaste mais personagens apaixonantes
que na tua voz se tornaram encantadas
 
depois caminhámos em direcção ao “Rio-Mar”
era ali que começava e acabava o Ginjal
com tantas aventuras para contar
e quase sem darmos por isso, estávamos no Ponto Final


(Luís [Alves] Milheiro)


(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


quarta-feira, 30 de junho de 2021

Romeu e as suas Memórias do Cais do Ginjal


«Passei os primeiros vinte anos da minha vida no Cais do Ginjal, aprendi desde muito cedo a nadar no Tejo, que ainda estava habitado por muitos peixes... e havia o folclore único dos golfinhos. Estou a falar de uma época em que tanto no cais como no rio havia muita vida, uma vez que o Ginjal estava cheio de fábricas e armazéns, donde se destacavam as tanoarias e as fábricas de conserva de peixe.»

[In "Gente D'Almada", Romeu Correia o Escritor e o Desportista", entrevista de Luís Alves Milheiro]


(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


terça-feira, 17 de novembro de 2020

O Ginjal do Romeu (com o Rio)...


A minha homenagem a Romeu Correia, que faz hoje 103 anos. E que ainda continua a ser a grande figura da literatura almadense.

«Que sítio deslumbrante! Havia o lavadouro das mulheres, as escadinhas para o cais do Ginjal, e o rio e os barcos… O rio e os barcos sobretudo! E metia-lhe uma confusão de encantar aquela enorme massa de água assim toda junta – porque tão depressa aquilo parecia estar no seu devido lugar, como ser um comprido pano azul ligado ao próprio céu.»

[Romeu Correia, in "Os Tanoeiros"]


(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


domingo, 7 de abril de 2019

O Tejo, Romeu, Almada e Lisboa...


Romeu Correia, o grande escritor de Almada, também se inspirou no Tejo (que está presente em muitos dos seus livros). 

Ele que viveu parte da infância e adolescência no Cais de Ginjal, quase dentro do "Melhor Rio do Mundo"...

«A vila fica num alto e lá em baixo há o rio. Todo o estuário do Tejo pode ser observado lá de riba, e ainda o anfiteatro de Lisboa que, num rodar de cabeça, abrange do Bugio ao Poço do Bispo. Chama-se Almada, a vila. Terra que pertenceu à moirama, e agora é povoada por gente de trabalho que cedo se habituou a sociabilidade, fundando filarmónicas, centros recreativos e culturais, montepios, cooperativas de consumo e grupos desportivos.»
[...]

[Romeu Correia, in "Sábado sem Sol"]


(Fotografia de Luís Eme - Almada)