[Maria Judite de Carvalho, in "tanta gente Mariana..."]
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
(palavras e imagens do rio da minha aldeia, que por um mero acaso, também é o melhor rio do mundo...)
[Maria Judite de Carvalho, in "tanta gente Mariana..."]
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
Claro que a possibilidade de reencontrar o Tejo pesou muito nesta escolha. Nunca esqueci a janela da marquise da casa do Zé e da Elisete, na Cruz Quebrada, onde assisti muitas vezes ao último mergulho do Sol nas águas do Atlântico, e à transformação do Rio num imenso Oceano...»
[Luís Alves Milheiro, in "Geografias da Margem Sul"]
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
[Ana Soromenho, "Expresso", 18 de Agosto de 2023]
(Fotografia de Luis Eme - Lisboa)
[parte inicial de uma das memoráveis crónicas de Maria Judite de Carvalho, imortalizadas no livro, "Este Tempo", datada de Dezembro de 1974]
Nota: Como disse noutra transcrição das palavras da Maria Judite, felizmente já neste novo século conseguimos resgatar o Tejo, voltámos a ter as suas margens libertas, para todos nós o pudermos usufruir...
(Fotografia de Luís Eme - Fonte da Pipa)
[M. Teixeira Gomes, in "Agosto Azul"]
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa com outras "faluas"...)
[extraído de um dos capítulos do romance "Levantado do Chão" do nosso Nobel, José Saramago]
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
Este Tejo é, de facto, um rio abandonado pelos deuses dos rios. Está quase todo tapado, vedado, escondido, armazenado, por assim dizer, lá para o fundo da cidade. Fábricas, estaleiros, sei lá, tudo serve para que o não veja o lisboeta nem mesmo o turista - é bom não esquecer o turista, o sol e o céu azul não bastam para o atrair, é bom ajudar um pouco. E o Tejo... para o observarmos de perto temos de ir por aí fora para as bandas de Vila Franca, ou então desembocar da auto-estrada em Caxias, onde ele ainda não é mar mas também já não é rio.»
[parte inicial de uma das memoráveis crónicas de Maria Judite de Carvalho, imortalizadas no livro, "Este Tempo", datada de Junho de 1971]
Nota: Felizmente já neste novo século conseguimos resgatar o Tejo, voltámos a ter as suas margens libertas, para todos nós o pudermos usufruir...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
Acordei com o seu sopro forte, que poderia muito bem ser um rugido. O Vento era mais uma vez, o porta-voz da natureza, e dizia que podia quase muito.
E durante o dia fez-nos o favor de ir varrendo a tal nuvem gigante que chegou do Canadá, cujos vestígios dos incêndios pintaram o céu de um amarelo quase acinzentado. Durante a tarde olhei para o espaço e da janela do lado sul já se via o azul, ao contrário da janela norte (curiosamente, virada para o rio).
O melhor estava reservado para a noite. A Lua voltou, tal como as Estrelas, que são possíveis de avistar da minha janela com toda a nitidez, graças à largueza Tejo.
Até apetece dizer que o melhor "Rio do Mundo" faz com que quase tudo seja possível ao olhar...
[texto de Luís Milheiro, publicado no "Largo da Memória]
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)