Este texto, talvez demasiado adjectivado, é de Pedro Cativelos, de um pedaço de uma entrevista/perfil feita a Camané e publicada na "Pública", a 20 de Abril de 2008.
Tem Tejo, tem gente e tem fado...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
(palavras e imagens do rio da minha aldeia, que por um mero acaso, também é o melhor rio do mundo...)
Este texto, talvez demasiado adjectivado, é de Pedro Cativelos, de um pedaço de uma entrevista/perfil feita a Camané e publicada na "Pública", a 20 de Abril de 2008.
Tem Tejo, tem gente e tem fado...
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
[Alberto Pimentel, in "Fotografias de Lisboa]
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
Não é preciso espraiar por muito tempo o olhar na vastidão majestosa das suas águas para saudar entusiasticamente o primeiro rio de Portugal. Os arvoredos da Outra Banda esbatem-se naquela grande distância como no fundo de um quadro. O céu de Lisboa é de tal modo lúcido, que permite à corrente o azulejar-se com igual beleza.»
[Alberto Pimentel, in "Fotografias de Lisboa"]
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
(Não, não é, é apenas o Tejo...)
«Mas tem ondas!»
(Um dia vais perceber que o vento faz grandes ondas...)
«E é tão largo. Os rios não são assim, como os mares...»
(E a criança continuou, por ali, no interior do cacilheiro cheio de perguntas e de dúvidas, ao mesmo tempo que várias pessoas tentavam levar o Tejo para casa, dentro do seu telemóvel, nas janelas do Cacilheiro)
(Fotografia de Luís Eme - Cacilheiro)
[...] Muita vez me tem sucedido querer atravessar o rio, estes dez minutos do Terreiro do Paço a Cacilhas. E quase sempre tive como que a timidez de tanta gente, de mim mesmo e do meu propósito. Uma ou outra vez tenho ido, sempre opresso, sempre pondo somente o pé em terra de quando estou de volta.
Quando se sente de mais, o Tejo é Atlântico
sem número, e Cacilhas outro continente, ou até outro universo. [...]
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
Cidade branca
Cidade branca
semeada
de pedras
Cidade azul
semeada
de céu
Cidade negra
como um beco
Cidade desabitada
como um armazém
Cidade lilás
Semeada
de jacarandás
Cidade dourada
semeada
de igrejas
Cidade prateada
semeada
de Tejo
Cidade que se
degrada
cidade que acaba
Adília Lopes
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
Por razões óbvias, é a primeira parte que nos interessa e é por isso que publicamos algumas das "quintilhas" que escreveu da "Ode Primeira":
«E o Tejo? É uma
estátua descomunal. No outro dia vinha num barco e vi um milhão de janelas e
pensei assim: “Meu Deus, eu nunca consegui ter assim uma janela para esse
monumento que é o Tejo…”.»
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)