(palavras e imagens do rio da minha aldeia, que por um mero acaso, também é o melhor rio do mundo...)
sexta-feira, 30 de abril de 2021
"Cravos Caídos"
sexta-feira, 23 de abril de 2021
O Tejo com Livros
Foi o que pensou a "Musa", que entrou dentro da minha fotografia, sem dar por isso.
O livro e o Tejo eram as coisas "mais importantes do mundo"...
(Fotografia de Luís Eme - Fonte da Pipa)
sábado, 27 de março de 2021
Olá Teatro!
Olá Teatro!
Teatro das ruas, das gentes,
dos carros, das bicicletas,
dos espantos, das palavras,
das buzinas, dos gritos,
dos pombos, das gaivotas...
Olá Teatro!
Teatro do Tejo azul,
das barcas laranjas, dos veleiros,
dos pescadores de maré baixa,
dos sonhadores que mesmo quase perdidos
não abrem mão do silêncio...
[Luís (Alves) Milheiro]
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
terça-feira, 16 de março de 2021
O Cais é um navio comprido
sábado, 27 de fevereiro de 2021
Teu Nome é "Desconhecida"...
(Fotografia de Luís Eme - Boca do Vento)
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021
"A presença liquida do Tejo faz parte da minha vida"
A presença liquida do Tejo faz parte da minha vida. É a minha auréola de graça desde a Ponte Vasco da Gama até ao Cristo-Rei que vejo ao lado duma ameia do Castelo de São Jorge...
O Tejo é agora um grande rio caudaloso de vinho que me atormenta...
Então à noite, oiço-o chamar-me...
É uivo de cacilheiro... Mugido de rebocador... Vozeirão de paquete...»
[Manuel da Silva Ramos, "O Sol da Meia Noite"]
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa/ Tejo)
domingo, 31 de janeiro de 2021
O que o Tejo nos Dá...
As suas águas dão-nos a sensação de liberdade, de paz, que precisamos, nestes tempos de "guerra", cheio de "prisões" voluntárias e involuntárias...
Felizmente na minha margem (Sul), mais cinzenta, fechada e húmida, é possível caminhar, ainda que quase clandestinamente, ao lado do Tejo (também colocaram fitas a fechar alguns caminhos, mas muitas foram cortadas, em nome da "liberdade anarca"...), sem nos cruzarmos com muita gente.
(Fotografia de Luís Eme - Boca do Vento)
segunda-feira, 4 de janeiro de 2021
Lisboa, Tejo e Carlos do Carmo
O facto de ter nascido e crescido na Bica, quase com o Tejo no final da rua, fez com que se deliciasse desde muito cedo com as mil e uma tonalidades que o Rio lhe oferecia, espelhando um céu, quase sempre azul...
Depois do casamento foi viver para as Avenidas Novas mas nunca deixou a Velha Lisboa, que amou e cantou com a cumplicidade dos nossos melhores poetas.
Deixamos aqui três testemunhos do seu amor pela Cidade e pelo Rio:
«Eu tenho um olhar muito romântico sobre a cidade, e os
olhares românticos são incuráveis, completamente incurável. E as mazelas e os
seus defeitos, não é que os esconda, não lhes dou importância que provoquem
infelicidade, sabe? Lisboa tem coisas tão boas, que eu deixo que no campeonato
ela fique esses pontos todos à frente das coisas que estão mal feitas.»
«Lisboa é uma cidade sui generis. Há que ter apreço pelo trabalho de quem foi pondo a população virada para o rio, porque vivemos anos nesta coisa sombria, de costas para o Tejo. Isto deu luz à cidade. E o português é acolhedor, sem ser servil. Deixe-me circunscrever à minha cidade, sendo eu bairrista. Mas Lisboa tem uma luz imbatível. As pessoas ficam desvairadas. Os miradouros, os bairros antigos que são o pulsar de uma história de quase 900 anos. E tem uma autenticidade…»
«Durante muitos anos o Tejo foi-nos vedado. Hoje há casais a passear com as crianças à beira-rio. De cada vez que vou a uma esplanada junto ao Tejo penso que sou um privilegiado por viver numa cidade com este rio e com esta luz.»
Nota: Frases retiradas de entrevistas publicadas do Diário de Notícias de 9 de Setembro de 2016; Notícias Magazine” de 23 de Julho de 2014 e “Tabú (Sol)” de 4 de Outubro de 2008.
(Fotografia de Luís Eme - Tejo e Lisboa)
quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
As "Lavadeiras" do professor Américo e do Tejo...
Provavelmente chamam-lhe a "praia dos restaurantes"... Mal eles sonham que bastava abrir uma pequena cova, na maré-baixa, para que daquela areia pouco límpida, brotasse água doce. Água que era aproveitada pelas mulheres de Almada e Cacilhas, para lavarem a sua roupa branca, que depois ficava ali a "corar", ao sol...
Atrás da história e da amizade, deixo-vos o poema, "Lavadeiras", de Américo Morgado, professor e amigo desta nossa margem, com saudades dos nossos cafés, sempre acompanhados por palavras simples e sábias...
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
quarta-feira, 2 de dezembro de 2020
"Olhar o Tejo a pensar num verso de Pessoa"...
Numa entrevista ele falou do Tejo, numa situação muito especial (pelo lugar e pelo tempo que se vivia...), que transcrevo com a devida vénia:
«A única vez em que estive na [Rua]
António Maria Cardoso [sede da PIDE], no famoso terceiro andar, um andar de más
recordações para muita gente, estava um dia maravilhoso. Eu olhava o Tejo e
lembrava-me de um verso do Pessoa (já naquela altura). Vem um rapaz: “Ó Sr.
Dr., está em França. Não me pode arranjar lá um emprego?”. Isto não se
acredita. “Ó homem, você está aqui tão bem... Vão ao cinema e andam nos carros
eléctricos de borla.” Um bocado cínico da minha parte... Mas aquilo não era uma
brincadeira. Muita gente pagou caramente, eram militantes a sério.»
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
segunda-feira, 23 de novembro de 2020
"Duas Sombras"
Parece que afinal não é.
Mudando de assunto, felizmente tenho alguns amigos que amam e escreveram sobre o Tejo, como é o caso do poeta Alberto Afonso, autor deste bonito poema:
(Foto de Luís Eme - Ginjal)
terça-feira, 17 de novembro de 2020
O Ginjal do Romeu (com o Rio)...
«Que sítio deslumbrante! Havia o lavadouro das mulheres, as escadinhas para o cais do Ginjal, e o rio e os barcos… O rio e os barcos sobretudo! E metia-lhe uma confusão de encantar aquela enorme massa de água assim toda junta – porque tão depressa aquilo parecia estar no seu devido lugar, como ser um comprido pano azul ligado ao próprio céu.»
[Romeu Correia, in "Os Tanoeiros"]
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)