(palavras e imagens do rio da minha aldeia, que por um mero acaso, também é o melhor rio do mundo...)
quarta-feira, 3 de junho de 2026
"E o Tejo fica assim..."
terça-feira, 19 de maio de 2026
"Gosto de melros, os espertotes..."
Ainda assim, aparecem uns tantos na feira
do livro, a lavrar no parque. Negrejam aos picos no verde, dão-se a uns
desenfados de voejo breve, armados em superiores. Bonito bicho, de muita
inspiração literária. Ele é o Jean-Baptiste Clément, ele é o Junqueiro…
Não há melros num espaço fechado, num
armazém tristonho e esquadrinhado de encontrões sem sol. Todos os anos aquele
para-baixo e para-cima, os encontros de fulano e cicrano, as capas que
amadurecem de ano para ano, a luz explosiva de Lisboa, os revérberos, o Marquês
que medita, as frondes da avenida, o Tejo glauco a fechar as vistas.
Tenho estado em salões, por essa Europa. Salões, salas grandes, com o seu quê de fábrica e hangar. Em parte nenhuma há esta cor, esta brisa, este céu, esta extensão clara, esta alegria. Mude-se o que houver a mudar. O espaço, deixar estar».
[Mário de Carvalho, in "Os Livros no Parque"]
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
segunda-feira, 9 de março de 2026
"Vi que estava lá o rio Tejo..."
«Há uma história de infância que conto num
dos meus livros. Eu brincava numa rua íngreme por trás da minha casa. Um dia
subi-a, desci e fiz uma coisa que nunca tinha feito, que é olhar para o
horizonte. E vi que estava lá o rio Tejo. Foi uma experiência muito forte, a de
sentir que aquilo estava lá antes de o ter visto. Onde eu estava a começar,
estava a continuar. Nós só começamos depois de continuar.»
[Maria
Filomena Molder, “E (exp)”, 06 Jul 16]
(Fotografia de Luís Eme - Lisb0a)
sábado, 21 de fevereiro de 2026
"O Boneco"
sábado, 7 de fevereiro de 2026
"Dizia, orgulhosamente, que devia ser o único lisboeta que jamais saíra da sua cidade..."
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
"Atravessar o Rio era uma aventura sem parágrafos..."
Baptista-Bastos in "A Bolsa da Avó Palhaça"]
(Fotografia de Luís Eme - Trafaria)
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
"Dias bonitos e cruéis..."
[Urbano Tavares Rodrigues, in
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
"Carlos Botelho é o pintor de Lisboa"
[Fernando Namora, in "Jornal sem Data"]
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
"Gaivotas em Terra…"
Começa a ser comum ver gaivotas em terra por aqui.
Mesmo quando não há sinais de "tempestade"...
Isto não acontece apenas devido à proximidade do Tejo ou do Atlântico.
Aliás, eles estão aqui, desde sempre.
Até parece que as gaivotas estão a querer fazer parte da paisagem diária de Almada...
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
sexta-feira, 5 de dezembro de 2025
"As noites calmas..."
Há noites assim, calmas e solitárias.
Parece que está tudo a dormir e que a noite nos pertence, completamente...
Estava ali, sentado, à beira rio, à espera de ti e do cacilheiro que te transportava para a nossa Margem, quase sem pensar em nada, além do Tejo e da Lua.
Foi então que, sem nenhuma razão aparente, lembrei-me que na infância os dias são quase infinitos, temos tempo para fazer tudo.
[Luís Alves Milheiro, In “Largo da Memoria”, 21 Mai 13]
sábado, 22 de novembro de 2025
"No tempo em que éramos quase pobres..."
[Luís Alves Milheiro, in "Largo da Memoria”, 16 Dec 11]
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
domingo, 9 de novembro de 2025
"A minha primeira Cacilhas..."
Era um texto de algum escritor (tenho de investigar o caso...) que vinha acompanhado de uma imagem nocturna do Tejo, com um Cacilheiro a fazer a travessia e tinha como fundo as luzes da Outra Banda.
Não me lembro do conteúdo do texto, mas pela imagem que ficou gravada na minha cabeça, à distância de mais de meio século, penso que se devia falar do regresso a casa das muitas pessoas que trabalhavam em Lisboa e viviam na outra margem do Rio.
Sim, a Cacilhas desse tempo, não fugia do epiteto de "dormitório da Capital", que continua actual...
[Luís Alves Milheiro, in "Casario do Ginjal", 04 Nov 25]
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)