«[...] Doem-lhe as pernas de tanto andar. Mais
ainda lhe dói o peito, opresso, de tanta humilhação que tem enxugado, tanta
indiferença a repeli-lo. Lá do cimo da Ajuda, onde mora ainda com os pais (sem
isso como sobreviver?) vira logo de manhã o cavalo cor-de-rosa da alvorada
empinar-se sobre o Tejo, esparzindo com os cascos as suas chamas subtis. Podia
ser bom sinal. Mas não. Os dias bonitos até são às vezes os mais cruéis. [...]»
[Urbano Tavares Rodrigues, in
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
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