Por razões óbvias, é a primeira parte que nos interessa e é por isso que publicamos algumas das "quintilhas" que escreveu da "Ode Primeira":
(palavras e imagens do rio da minha aldeia, que por um mero acaso, também é o melhor rio do mundo...)
quarta-feira, 27 de abril de 2022
As "Odes ao Tejo" de Armindo Rodrigues
terça-feira, 19 de abril de 2022
"Uma Janela para esse Monumento que é o Tejo..."
«E o Tejo? É uma
estátua descomunal. No outro dia vinha num barco e vi um milhão de janelas e
pensei assim: “Meu Deus, eu nunca consegui ter assim uma janela para esse
monumento que é o Tejo…”.»
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
segunda-feira, 28 de março de 2022
"Quase uma Ode ao Tejo"
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
sexta-feira, 25 de março de 2022
"A Outra Margem"
Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
"A Enseada Azul do Tejo"
«Para lá deste tumulto de formas e cores,
rasga-se em frente a enseada azul do Tejo, tão ampla e tamisada de tons que
logo funde tudo e mais em seu esplendor e vastidão.
A vista corre, lés a lés deste vasto cenário, desde a barra e o mar até às vastas lezírias do Ribatejo, que já mal se lobrigam ao nascente. Entre a barra e o pontal de Cacilhas, apertado a sul pelas colinas baixas da Trafaria, Lazareto e Almada, estende-se o canal do rio, dum azul intenso e concentrado. Logo, e de chofre, o Tejo abre a enseada imensa, que mais diríamos um lago, tão remansoso e fechado nos fica a toda a volta. Para lá do pontal, mais abrigada, a enseada do Alfeite espelha as águas límpidas e quietas dum azul leitoso.»
[Jaime
Cortesão, “O Jornal”, 22 Ago 86]
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
domingo, 9 de janeiro de 2022
"Onde Estás?"
sexta-feira, 17 de dezembro de 2021
"O Meu Postal"
terça-feira, 30 de novembro de 2021
("Afinal")
21.
A palavra «Tágide» vem de um tempo antigo (pastoras, flautas, canções, águas sossegadas) sem esquecer que os bons dicionários a referem como «Ninfa do Tejo».
Hoje ainda há «Tágides» na febre da cidade, na pressa para coisa nenhuma, no ruído que esconde as palavras.
Afinal, esse tempo antigo permanece na força de um olhar que separa a terra da água.
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
domingo, 21 de novembro de 2021
"Voltar à Infância"
«Quando apanhou o cacilheiro no Cais Sodré e se viu no meio do rio, recordou-se da meninice passada rente ao Tejo, nas brincadeiras diárias que fazia ao longo do Ginjal com os amigos, por entre os operários das várias indústrias que davam vida aquele lugar tão aprazível.
Vieram-lhe à memória dois ou três rostos de amigos mais chegados. O que seria deles, vinte e muitos anos depois? Talvez não os reconhecesse às primeiras, sabia o quanto a vida gostava de nos mudar por dentro e por fora...
Deixou as pessoas irem saindo, enquanto olhava pela janela do cacilheiro o que podia ver de Cacilhas e do Ginjal. Depois desceu as escadas e saiu calmamente para terra. Primeiro espreitou o Ginjal. Estranhou ser recebido por placas informativas colocadas pelo Município, que eram no mínimo alarmantes, pois identificavam várias casas e armazéns em perigo de ruir. Ficou com uma vontade enorme de seguir por aquele caminho quase proibido, mas ao olhar o relógio, achou que era melhor ideia este passeio ficar para depois do almoço.
Percorreu com alguma emoção o Largo de Cacilhas e depois entrou na Rua Cândido dos Reis. Olhou para os vários restaurantes, ainda sem se decidir onde iria comer uma caldeirada de peixe. Tinha prometido a si mesmo só parar rente ao número 27.»
(começo de um texto inédito escrito no final do século XX)
[Luís (Alves) Milheiro]
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
"As Portas de Rodão"
«Durante milhões de anos, o Tejo
foi “a mão construtora desta paisagem”, definia momentos antes
Filipa Almeida, arquitecta paisagista e apicultora, uma das nossas principais
cicerones nesta viagem pelas terras da Beira Baixa. A cordilheira onde nos
situamos foi formada há cerca de 600 milhões de anos, rompendo o horizonte numa
crista quartzítica crispada. Durante anos e anos, as águas do Tejo foram
pacientemente escavando a base da serra das Talhadas, feita de xisto, uma pedra
menos dura que o quartzo, no topo. A erosão provocada pela acção do rio
acabaria por rasgar uma cascata e, mais tarde, abrir uma passagem que se foi,
entretanto, alargando: as Portas de Ródão, classificadas como monumento natural
desde 2009.»
[Mara Gonçalves, "Fugas (Público)", 15 Nov 19]
(Fotografia de Luís Eme - Vila Velha de Rodão)
segunda-feira, 4 de outubro de 2021
"Restelo"
(Fotografia de Luís Eme - Belém)
