(palavras e imagens do rio da minha aldeia, que por um mero acaso, também é o melhor rio do mundo...)
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025
Ginjal (início)
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025
"Sempre o Tempo"
sexta-feira, 24 de janeiro de 2025
O Rio encantador e matreiro...
[José Paulo Vieira, "Visão (sete)", 30 Mar 99]
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)
segunda-feira, 13 de janeiro de 2025
"Decisão"
domingo, 22 de dezembro de 2024
Os olhos de Cristina
Os olhos de Cristina
Inquietos, sacudidos pelo bulício da cidade antiga, os olhos de Cristina vieram da cidade nova e são dois faróis a avisarem a navegação das próximas tempestades quotidianas. Cristina saiu da estação do Metro da Baixa-Chiado e atravessou a muralha mandada construir por D. Fernando para beber um café e comer um bolo. Vista ao longe, diluída na pressa dos semáforos, Cristina não é apenas uma mulher. É também a imagem de uma cidade. Cidade habitada por afectos, cruzada por ruas de sonhos, por praças projectadas na vontade de ser feliz. Se Lisboa é uma cidade-mulher, luminosa e pronta a ser conquistada todas as manhãs, Cristina é uma mulher-cidade e os seus olhos, ora inquietos ora serenos, são as portas dessa cidade luminosa mas apenas existente nas metáforas e nas imagens. À direita, o Rio Tejo dá nos olhos de Cristina a ilusão de estar colocado nos últimos telhados da Rua do Alecrim. («Alecrim, alecrim aos molhos, por causa de ti choram os meus olhos» – diz a cantiga popular. Adiante.) Os cacilheiros, repletos de pessoas e de viaturas parecem desaguar num cais insólito feito de telhas antigas e de gaivotas ruidosas. Para o fim da tarde, no regresso a casa na cidade nova, os olhos de Cristina estão serenos pelo cansaço e pela presença luminosa de Raquel, sua filha. Se de manhã se juntou a cidade-mulher (Lisboa) à mulher-cidade (Cristina) então de tarde vemos que a mistura feliz é da mulher-menina (Cristina) com a menina-mulher (Raquel). Os olhos de Cristina, motivo do texto, são uma espécie de selo branco que vai certificar o momento feliz de encontro e de plenitude que esta crónica procura representar. Ou seja: dar um testemunho feito de palavras resgatadas à pressa da cidade.
José do Carmo Francisco
(Fotografia de Luis Eme - Lisboa)
segunda-feira, 16 de dezembro de 2024
Cais do Gás
terça-feira, 10 de dezembro de 2024
Retrato breve de Filipa em Vila Franca
sábado, 30 de novembro de 2024
Balada dos telhados de Lisboa
sexta-feira, 15 de novembro de 2024
"Pombalesca"
sexta-feira, 25 de outubro de 2024
"Não sentes o cheiro a maresia?"
«Não sentes o cheiro a maresia? O Tejo, pois minha flor, cantado por poetas e
vagabundos, marginais e aventureiros, que, afinal, são uma e a mesma pessoa.
Milagres? Só o santo, querida! O Sant ‘Antoninho que também protegia os
namorados, repara como ele está bonito e bem humano, nesse altar ingénuo.»
[Eduardo
Guerra Carneiro, “Sete”, 20 Jun 79]
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
domingo, 20 de outubro de 2024
"Convém não esquecer o brilho do Tejo..."
[Eduardo Guerra Carneiro, “Sete”, 20 Jun 79]
segunda-feira, 30 de setembro de 2024
"Os Montes Claros"...
[José Rodrigues dos Santos, in "Um Milionário em Lisboa"]
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
