(Fotografia de Luís Eme - Belém)
(palavras e imagens do rio da minha aldeia, que por um mero acaso, também é o melhor rio do mundo...)
segunda-feira, 4 de outubro de 2021
"Restelo"
quarta-feira, 22 de setembro de 2021
"Outra Canção Gratuita"
sexta-feira, 10 de setembro de 2021
"Miradouro"
terça-feira, 7 de setembro de 2021
"Lisboa"...
Esta névoa sobre a cidade, o rio,
as gaivotas doutros dias, barcos, gente
apressada ou com o tempo todo para perder,
esta névoa onde começa a luz de Lisboa,
rosa e limão sobre o Tejo, esta luz de água,
nada mais quero de degrau em degrau.
Eugénio de Andrade
["Lisboa com os seus Poetas - Colectânea de Poesia sobre Lisboa"]
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
quarta-feira, 25 de agosto de 2021
"Anos Quarenta, os Meus"
Anos Quarenta, os
Meus
De eléctrico andava a correr meio mundo
subia a colina ao castelo-fantasma
onde um pavão alto me aflorava muito
em sonhos à noite. E sofria de asma
alma e ar reféns dentro do pulmão
( como um chimpanzé que à boca da jaula
respirava ainda pela estendida mão ).
Salazar três vezes, no eco da aula.
As verdiças tranças prontas a espigar
escondiam na auréola os mais duros ganchos.
E o meu coito quando jogava a apanhar
era nesse tronco do jardim dos anjos
que hoje inda esbraceja numa árvore passiva.
Níqueis e organdis, espelhos e torpedos
acabou a guerra meu pai grita "Viva".
Deflagram no rio golfinhos brinquedos.
Já bate no cais das colunas uma
onda ultramarina onde singra um barco
pra Cacilhas e, no céu que ressuma
névoas águas mil, um fictício arco-
-irís como é, no seu cor-a-cor,
uma dor que ao pé doutra se indefine.
No cinema lis luz o projector
e o FIM através do tempo retine.
[Luiza Neto Jorge, in Revista Colóquio/Letras, n.º 97, Maio 1987]
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
quarta-feira, 21 de julho de 2021
"Quintal do Meu Olhar"
quinta-feira, 15 de julho de 2021
"Espreitar o Rio das Colinas"
segunda-feira, 5 de julho de 2021
"Do Alto da Memória"
quarta-feira, 30 de junho de 2021
Romeu e as suas Memórias do Cais do Ginjal
«Passei os primeiros vinte anos da minha vida no Cais do Ginjal, aprendi desde muito cedo a nadar no Tejo, que ainda estava habitado por muitos peixes... e havia o folclore único dos golfinhos. Estou a falar de uma época em que tanto no cais como no rio havia muita vida, uma vez que o Ginjal estava cheio de fábricas e armazéns, donde se destacavam as tanoarias e as fábricas de conserva de peixe.»
[In "Gente D'Almada", Romeu Correia o Escritor e o Desportista", entrevista de Luís Alves Milheiro]
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
domingo, 20 de junho de 2021
"Ó Minha Cidade Bela"
Ó
minha cidade bela,
Feita de rio e de mar:
Meu coração é um navio,
P'las ruas a navegar.
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
quarta-feira, 26 de maio de 2021
"Sonhos Cor de Água"
«[...] Enquanto esperava, calmamente, pelo
cacilheiro, ficou com a sensação que aquele largo que, fora nos anos oitenta o
maior centro de circulação de pessoas e transportes da Europa, estava cada vez
mais calmo. Tudo graças ao comboio da ponte...
Uns metros mais à frente descobriu uma
cara conhecida, Pedro Sempre, outro herói das suas crónicas mundanas.
Pedro era um velho contador de histórias
que passava parte dos seus dias fundeado num banco de madeira, assistindo ao
cair da tarde rente ao seu Tejo.
Quem quisesse ouvir qualquer aventura do
mundo só precisava de se sentar e escutar com atenção, a sua voz pausada, o
melhor bilhete para uma mão cheia de viagens, extraordinárias, pelo Ocidente e
Oriente, que se tentavam aproximar das de Fernão Mendes Pinto.
À medida que falava, o velho fazia festas
ao Banzé, o seu companheiro de sempre, um cão escanzelado que lhe aquecia os
pés e a alma, escondendo com o seu pelo deslavado, os buracos dos sapatos
gastos, com ar de quem já dera mais que uma volta ao mundo [...]»
[Parte do conto "Sonhos Cor de
Água", in "Um Café com Sabor Diferente", de Luís Alves
Milheiro]
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
sábado, 22 de maio de 2021
"Desta Janela"
Desta Janela
Desta Janela
Com Vista Para o
Ginjal
Posso ver
a beleza do Tejo
o verde das
encostas
e claro
o Casario do
Ginjal...
Luís (Alves)
Milheiro
Fotografia de Luís Eme - Almada)
