Parece que afinal não é.
Mudando de assunto, felizmente tenho alguns amigos que amam e escreveram sobre o Tejo, como é o caso do poeta Alberto Afonso, autor deste bonito poema:
(Foto de Luís Eme - Ginjal)
(palavras e imagens do rio da minha aldeia, que por um mero acaso, também é o melhor rio do mundo...)
Parece que afinal não é.
Mudando de assunto, felizmente tenho alguns amigos que amam e escreveram sobre o Tejo, como é o caso do poeta Alberto Afonso, autor deste bonito poema:
(Foto de Luís Eme - Ginjal)
«Que sítio deslumbrante! Havia o lavadouro das mulheres, as escadinhas para o cais do Ginjal, e o rio e os barcos… O rio e os barcos sobretudo! E metia-lhe uma confusão de encantar aquela enorme massa de água assim toda junta – porque tão depressa aquilo parecia estar no seu devido lugar, como ser um comprido pano azul ligado ao próprio céu.»
[Romeu Correia, in "Os Tanoeiros"]
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
Foi também a primeira vez que atravessei o rio para a Outra Banda (para visitarmos o Cristo-Rei...). Tenho uma ligeira lembrança das janelas e dos bancos de madeira, envernizados, e também da "estrada" que a proa do cacilheiro deixava no Rio.
Atravessar o rio ao colo do meu pai, com os olhos presos à janela, deve ter ajudado a sentir-me seguro. Não me lembro, mas devo ter-me cruzado com uma ou outra fragata, com as velas ao vento, mais para o meio do rio, como era normal nesses já longínquos anos sessenta...
[Luís Alves Milheiro]
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
Não tenho destino. Tanto posso ficar no Porto Brandão como na Trafaria.
No meio do rio olho ambas as margens, com entusiasmo. À medida que vou chegando ao Porto Brandão, vou descobrindo alguns encantos e também algumas indústrias com torres fumarentas.
À última hora, desisto de desembarcar. Prefiro passar ao largo da "Torre Velha" e do "Asilo", que vão ser hotel de cinco estrelas. Ainda continuam deslumbrantes, lá no alto.
E sim, prefiro que sejam um hotel com estrelas, que ruínas, cada vez mais decadentes e perigosas.
Continuará a ser um lugar vistoso, que quase abraça o Tejo, lá do cimo da quase montanha...
[Ester Núncio]
(Fotografia Luís Eme - Porto Brandão)
Mesmo quando existiam "muros invisíveis", até mesmo junto ao Cais de Sodré...
Gosto que o Tejo esteja "mais" em todo o lado, que além de Lisboa e de Almada, ele continue belo no Barreiro, no Seixal, em Alcochete ou em Vila Franca de Xira...
Gosto de olhar o rio na tua casa, mas também na da avó ou da do tio Quim.
E nenhum deles mora, felizmente, no bairro do "Picapau Amarelo", que uma política pequenina, inveja, ao ponto de querer ir para lá morar "ontem"...
[Ester Núncio]
(Fotografia de Luís Eme - Tejo)